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Mobilidade Urbana em pauta

O Blog Conta Giros entra no hall do grupo que não aprova a construção de viadutos sobre vários cruzamentos da Av. Agamenon Magalhães até a Copa de 2014. Por isso, faz chamada para o arqDEBATES, evento criado por estudantes e arquitetos com o intuito de discutir a arquitetura na nossa cidade sob os diversos aspectos. Tudo com o objetivo de avaliar a solução imposta, apresentando alternativas ao projeto proposto.

Integra a mesa redonda do evento, cujo tema será Mobilidade Urbana, o engenheiro César Cavalcanti, coordenador regional do nordeste da ANTP – Associação Nacional de Transportes Públicos; o arquiteto e urbanista César Barros, que apresentará sua proposta de um corredor equipado com ciclovia e afins; e como mediador o também arquiteto e urbanista Geraldo Marinho.

Lembramos que o arqDEBATES será realizado no Cinema Apolo, no bairro do Recife, nesta quarta (11), às 19h, com entrada aberta a todos. Outros detalhes: https://www.facebook.com/arqDEBATES ou arqdebates@gmail.com. (Por Filipe Félix)

Créditos: divulgação

Apanhado de Carnaval

As provas são cada vez mais nítidas que o Recife ainda não tem condições físicas para suportar um evento de grande porte. O Carnaval mostrou bem isso para os mais sóbrios. Táxis eram para os “fracos”, afinal folião que é folião ia do Centro até à Av. Agamenon Magalhães para tentar conseguir um motorista após o endless cortejo do Galo da Madrugada (!).

Do outro lado da cidade, em Olinda, quem brincou nas ladeiras não imaginava o que viria a encarar por terras planas: caminhadas até o Tacaruna ou esperas médias de três horas por um condutor avulso. Isso quando havia a humildade por parte dele em parar, perguntar o destino e reforçar com cara de abuso que não dava para levar: “muito barato”. Não foram poucos os casos presenciados daqueles que clamavam carona aos jornalistas, policiais e demais envolvidos com trânsito livre na folia. No Antigo, a mesma situação, porém acrescida de ca-ó-ti-cos engarrafamentos.

No quesito vuco-vuco, o que é proibido ou não condiz com as leis fica restrito aos papeis. O beijo forçado era visto em nove de cada dez brincantes. Urinar nas vias públicas? Um ato rápido para não enfrentar filas nos banheiros químicos. Em meio a tudo isso, playboys dopando-se pra lá e pra cá com tubos de lança perfume. Tudo bem a céu aberto para quem quisesse ver ou pedir uma fração do aroma químico. Aproveitando o gancho, beber “nas ruas” não estava sumariamente proibido? Ao que tudo indica, o Ministério Público alardou, mas fez aloka, não correu atrás.

Partindo para os camarotes, a análise geral para os mais disputados: ótimo derrame de bebidas, mas pouca infra – exceto para a coordenação, diretoria, claro (!). O calor fazia o protetor solar facial virar lama na sola dos pés. O mailing de vários deixava claro: “No VIPs, Yes bichos-grilos”. Eram poucos com nome, sobrenome e expressão que passavam de forma notória de um lado pro outro. Até os globais, recordistas foram sem grande popularidade. Um ou outro mais atual, mas vários quase sucumbidos ao esquecimento do público, infelizmente. (Por Filipe Félix)

Créditos: divulgação