Giro – Marrocos

Se tem uma pessoa que é mega viajada e pode dar dicas incríveis sobre destinos nos quatro cantos do mundo o nome dela é Marília Watts. Ela, que é consultora de vendas da Experimento Intercâmbio Recife, conta com exclusividade para o Giros um pouco da última experiência mundo a fora… (Por Filipe Félix)

O Marrocos foi a decisão mais impulsiva possível. Estava a procura de um destino para fazer o programa de trabalho voluntário e o Marrocos apareceu como uma opção que se encaixava bem na programação. E escolhi, sem pensar muito. Depois comecei a ler mais o e confesso que fiquei com um pouco de receio a medida que ia pesquisando sobre o país. Os relatos sobre os costumes locais, incluindo o assédio da parte dos homens em relação à mulher estrangeira desacompanhada, me deixaram um pouco temerosa, mas fui mesmo assim. E me encantei com a diversidade, a cultura e o povo. De fato, existe um grande assédio por parte dos homens com relação a mulher estrangeira sozinha. Portanto leitora, se possível, não viaje sozinha, você irá aproveitar mais! Se não tiver outra opção, vá mesmo assim. O assédio existe, mas dificilmente irá acarretar problemas, se você não provocar a outra parte.

É possível visitar cidades de praia como Tanger, Rabat, Essaouira e Casablanca, andar de camelo no Deserto do Sahara partindo de Merzouga, visitar a única mesquita onde a entrada de não mulçumanos é possível em Fés ou enfretar a loucura da mais turística de todas, Marrakech. Ou seja, opções diversificadas é que não faltam. Dessas, tive oportunidade de conhecer Marrakech, Essaouria, Rabat e Merzouga.

Ir no verão é outro desafio, pois você terá de encarar altas temparaturas. Em Marrakech e nas regiões do Sahara, além do calor, há a baixa umidade, o que deixa o clima bastante seco. Em Rabat e Essaouira, dá pra contar com a brisa fresca do mar, o que alivia as temperaturas acima de 30 graus. Um opção interessante para o brasileiro é desembarcar em alguma cidade europeia e de lá pegar um voo de uma companhia aérea de baixo custo, como a Ryanair, rumo a Marrakech. Um voo de Madrid até à cidade marroquina, varia de 15 a 50 euros.

Marrakech é a imagem típica de um filme de Bollywood. Carros, motos, pedestres e animais se misturam na loucura que é a cidade. Testemunhar acidentes é comum e sair vivo de uma caminhada é um desafio! A antiga Medina da cidade é composta de mercados e barracas de artesanato, que oferecem desde tapetes, bolsas e especiarias a oportunidades de tirar fotos com cobras e macacos expostos aos turistas. A cidade oferece uma parte nova e moderna, com hoteis de luxos, campos de golfe, baladas (coisa raríssima num país de 99% de população islâmica) e até lojas como Zara e Guess e, inclusive, a lanchonete McDonald’s. Apesar de ser constantemente importunado por vendedores assíduos por dólares e euros dos turistas, o visitante poderá perceber que o povo marroquino é hospitaleiro e simpático.

A cidade conta com uma moderna estação de trem, que permite que você de lá embarque para outras cidades marroquinas, a um baixo custo. Ir de lá para capital Rabat, por exemplo, custa em média 12 euros, o trecho. Na capital, a “loucura” é menor, o que permite ao turista passear com mais tranquilidade. Passei duas semanas, me hospedando na casa de uma família local, no humilde bairro da Antiga Medina. A experiência apesar de completamente diferente do que já havia vivido, foi única e justamente morar com uma família, me permitiu conhecer de perto a cultura local. A cidade conta com aspectos modernos de uma capital, inclusive com um novo e moderno sistema de transporte de trem urbano, mercados antigos e típicos que você encontra por todo país. Além de ser deliciar com a rica cultura, é possível desfrutar de refeições saborosas e fartas a preços baixos. O típico cuscuz ou tagine, prato composto de galinha ao molho com legumes, custa em média 5 euros.

Para quem quer se aventurar num camelo, pelo deserto do Sahara Marroquino, uma opção é ir até Merzouga, uma cidade que fica literalmente no meio do nada no deserto. Existem vários hotéis e albergues que oferecem pacotes de passeios em camelos e dormidas em tendas no deserto. É possível fazer um passeio no camelo por duas horas, chegar a uma tenda literalmente no meio do nada, desfrutar de um delicioso jantar e retornar à cidade no dia seguinte, por cerca de 40 euros.

Dicas importantes: respeite a cultura local e a religião islâmica, porém não se sinta reprimido. Os marroquinos são acostumados com os turistas e não se importam que os mesmos andem com suas roupas de hábito (camisetas e bermudas não são mal vistas, principalmente no verão!). Leve euros e troque lá por dirham, a moeda local. Um euro equivale a aproximadamente 10 dirham (um copo do famoso suco de laranja varia de 5 a 10 dirham, uma boa refeição custa em média 50 dirham, um passe de trem público em Rabat custa 6 dirham o trecho e uma noite em um albergue em Marrakech custa mais ou menos 100 dirham). O turista brasileiro precisa apenas do passaporte e da vacina contra febre amarela, visto não é necessário. Aprenda frases básicas de francês, será útil, afinal é a segunda língua do país e bem mais comumente falada do que o inglês. Se deixe levar pelos costumes e pela cultural local, coma com as mãos, observe as preces dos religiosos, barganhe nos mercados, não recuse o convite de um simpático e desconhecido marroquino de tomar um chá e se encante pela diversidade do país.” Falou e disse, Marília!

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