Paul Mccartney pelo Conta Giros!

Créditos: divulgação

Assim como mais de 100 mil pessoas, o Blog também esteve no concerto do sir Paul Mccartney, no Arruda. De acordo com nossa ótica, o evento serviu como termômetro para mostrar a carência de povo recifense por grandes propostas de entretenimento, fazendo com que todas, todas as tribos migrassem para aquele reduto neste final de semana. Isso não foi visível apenas antes e durante o movimento excitante, mas também após as saidinhas de palco que marcaram o show do inglês com muitos pedidos de bis e até refrões alusivos ao Carnaval, valia tudo (!). Ninguém queria pensar no fim de uma noite mágica, tão esperada, apesar de pouco entoada e com uma discreta participação vocal apenas em hits como Hey Jude e Let it be.

Muitas vezes o artista jogou perguntas para o público, que pareceu não saber do que se tratava e apenas gritava “Yeah’’. Não foi uma impressão pela resposta simples, mas por vários questionamentos de fãs e mais fãs ao redor deste editor que vos fala e seus amigos. Discretamente, Paul virava a página e mostrava suas habilidades para os adoradores. Ele, inclusive, arrasou com termos da nossa cultura. Soltou oxente, cabra macho e outras expressões colocadas em Português, mas faladas corretamente mesmo com uma filada básica (!).

Entre os pontos altos do concerto, impressionante efeito digital e de palco com extensa queima de fogos para a música Live and Let Die, além da gi-gan-tes-ca skypaper (chuva de papel) para encerrar a turnê On The Run no Recife. A estrutura interna realmente mereceu destaque pela organização, sobretudo, no gramado – revestido de camada emborrachada para preservação. O que deixou a desejar foi o discreto (ou a falta de?) policiamento, assim como opções mais elaboradas para comer ainda dentro do círculo mais disputado do evento. Tudo se restringia essencialmente a amendoins e Pipos (!).

Enquanto isso do lado de fora…

Mesmo com todo o policiamento, cambistas fizeram a festa para a alegria dos retardatários. Muita gente conseguiu ingresso no domingo (22) para o disputado gramado e sua proximidade do palco por valores em torno de R$30 (!).

Volume imenso de gente para arrumar um táxi para voltar para casa. Quem foi no seu possante e quis driblar o engarrafamento teve que se jogar pelas bandas de Casa Amarela e entorno, que, aliás, estava disputada com muitas barraquinhas de espetinhos e gente bacana matando a fome (!). “É o que temos para o momento”, gritou um colunável (!).

Quem fez aquela linha “pernas pra quê te quero?” – detalhe que não foi pouca gente – pegou a reta após a exaustiva noite e caminhou até bairros como a Encruzilhada e o Espinheiro na ilusão de conseguir um táxi mais facilmente. Realmente, mera ilusão (!).

Os profissionais contratados para dar as coordenadas de acesso, com camisas amarelas, passaram batidos por muita gente. Um ou outro utilizava o alto falante destinado para orientar a multidão.

Vale salientar que mesmo com um público exorbitante nos dois dias, o Conta Giros não ouviu ou presenciou relatos de furtos ou assaltos. (Por Filipe Félix)

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