Visita: Pinna

De acordo com a regência da boa educação e da reciprocidade, quando um convite é feito várias pessoas esperam que ele seja atendido. E nesse caso ele foi aceito, por mim, que acatei à solicitação de Daniel Gutemberg para conhecer a loja conceito Pinna. Já tinha ouvido ótimos rumores, mas nada melhor do que partir para o campo, ver tudo com seus próprios olhos.

A loja, ao lado do Canting Restaurante, na rua do Kojima

Do acesso já percebemos a positividade na vibe do local quando os simpáticos jovens estilistas Frederico Ferrera e Aline Pinheiro receberam como se estivessem abrindo a porta de casa. Boas-vindas à parte, eles fizeram questão de mostrar as araras com produções masculinas e femininas e seus toques conceituais, com ênfase para o linho, tricoline e poliamida impermeável para blusas, calças no estilo saruel, jaquetas, bermudas, macacões e vestidos, além de algumas malhas bem descoladas com estampas góticas, pegada dark.

Pedidas para eles

Entre uma pergunta e outra, eles esclareceram o motivo dos dois “n” na grafia da marca, que dispensou a astrologia e ganhou esse detalhe por causa dos responsáveis terem o bairro do Pina como ponto em comum de moradia. Aliás, por falar em marca, Frederico ressalta que não pretende deixar de lado a paixão por peças mais delicadas, abusando da transparência e feminilidade, mas que essa fase será de confecções comerciais, com valor acessível, ao lado da amiga Aline, idealizadora da breve patente O Cravo e a Lança.

Opções para elas

Escadas acima encontrei o lugar que dá vida a todos os desejos e pensamentos: o atelier. Entre tubos de linha, agulhas, retalhos, revistas de moda e manequins, vários croquis embelezam paredes enquanto uma máquina de costura trabalha a todo vapor e tesouras rasgam com gosto, mostrando claramente que tudo é feito com garra. Ainda no mesmo piso, os empresários destacaram que fizeram questão em ter um layout moderno e sustentável, usando várias composições, que vão das plastificadas às madeiras reaproveitadas, dispostas na vitrine, corrimão e expositores, assim traçado pela arquiteta Cláudia Capuano.

Por trás da vitrine sustentável

Mesmo com o pouquíssimo tempo de vida, leia-se uma semana e alguns dias, uma coisa ficou clara: eles estão super comprometidos com o projeto, seguem no caminho certo com ótimo referencial do que o nosso mercado precisa e o mais importante: dão seus passos despidos de orgulho, mas seguidos de determinação e coragem, fatores decisivos para o sucesso. (Por Filipe Félix)

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